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OPINIÃO/CINEMA

Abre Aspas | Rampage: Destruição Total

Correria, explosão e destruição, somados ao carisma de Dwayne Johnson, não tem como falhar

Postado em 19/04/2018 às 12:02 | Atualizado em 19/04/2018 às 15:06

Atuação de Dwayne Johnson se mistura com a ‘atuação’ do gorila (Foto: Ilustração)

Antes de começar a falar do filme em si, vamos à origem do mesmo. Tudo começou lá em 1986, quando foi lançado um jogo chamado “Rampage”, onde vivíamos três personagens monstros, sendo eles um gorila, um lagarto e um lobisomem, todos gigantes. A missão do jogo era destruir toda a cidade, enquanto forças armadas tentavam nos deter. E só! Agora, sabendo disso, como você adaptaria essa história? Os roteiristas do filme, liderados por Ryan Engle, resolveram fazer o seguinte: Davis Okoye (Dwayne Johnson) é um primatologista que cuida de George, um gorila albino, desde o seu nascimento. Quando uma experiência ilegal no espaço dá errado, restos caem na terra, causando a mutação de George, e também de mais dois animais, um lobo e um crocodilo. Essa mutação transforma os animais em monstros gigantes, que por um certo motivo, vão pra cidade e por consequência acabam destruindo quase tudo.

"Rampage", o jogo, foi lançado em 1986 para várias plataformas


Não vejo ideia melhor pra esse roteiro. Porém, tudo foi dirigido por Brad Peyton, focado no carisma de ‘The Rock’ e na ação. O filme é totalmente visual, forçando algumas situações e tentando manter o ritmo acelerado. A famosa ‘marmelada’ está presente em vários momentos, como um bom filme de ação não poderia deixar de ter. Já a história, não se aprofunda, e segue explodindo e destruindo coisas. Pra quem quer ver muita ação com animais gigantes, esse é o filme.

A atuação de Dwayne Johnson se mistura com a ‘atuação’ do gorila. Sim, o gorila é digital, mas contou com a captura de movimentos feita por Jason Liles. A dupla é o destaque do filme. Dwayne com seu carisma típico – fazendo piadas com o tamanho do seu braço -, e George, por ser um gorila albino muito bem humorado. No mais, as atuações não passam do essencial. Jeffrey Dean Morgan (o Negan de The Walking Dead), vive o agente Harvey Russell, mas apresenta muito do vilão da série, com seus trejeitos e modo de falar. Até as ironias são as mesmas de Negan. E olha que aqui ele nem é o vilão. Por falar em vilões, são eles Claire e Brett Wyden (vividos por Malin Akerman e Jake Lacy), irmãos donos da empresa responsável pelos testes ilegais no espaço. Eles quase chegam a ser o alívio cômico do filme, e não passam medo ou perigo em nenhum momento. Brett então, é praticamente descartável, e fica todo o tempo falando que aquilo é proibido. O perigo vem quando nos apresentam os monstros. Nesse momento a coisa começa a melhorar.

Durante as 1 hora e 47 minutos de filme, tudo o que podemos admirar é a destruição causada pelos monstros gigantes, como já era de se esperar. Assim que fiquei sabendo das gravações de “Rampage”, comentei com amigos que talvez seria um meio termo entre “Planeta dos Macacos” e “Transformers”. Agora posso dizer que puxou muito mais pro filme dos robôs alienígenas. Confesso que gostei mais dos monstros gigantes, também pela presença de ‘The Rock’, que sempre deixa os filmes muito divertidos.

Um ponto que deve ser muito elogiado aqui, são os efeitos especiais lindos de se ver. Apesar de o 3D escurecer um pouco a tela, e não ter um resultado satisfatório, os efeitos são muito bem trabalhados, e a interação digital dos monstros com os personagens são praticamente imperceptíveis. As destruições também são ótimas, apesar das situações de roteiro passarem uma dúvida, do tipo ‘hum... como isso é possível?’. Apesar de tudo, os efeitos passam credibilidade, e nos mantém imersos naquele mundo. 

“Rampage: Destruição Total” custou cerca de 120 Milhões de Dólares, e já arrecadou na sua primeira semana mundial, mais de 153 Milhões. Dwayne Johnson realmente atrai público pro cinema. Afinal, o carisma do cara é demais. E tudo isso somado a monstros gigantes e destruição, garantem muita diversão nas telonas. Assista sem esperar uma história cativante, ou um roteiro perfeito. Ao contrário de “Um Lugar Silencioso”, compre aquela pipoca, um refrigerante, e aproveite a diversão.

Nota: 6,5/10

Anderson Heldt / Poços de Caldas

Cinema

Crítico de Cinema e apresentador do programa "Cinema entre Aspas"

Anderson Heldt / Poços de Caldas


Fonte: Anderson Heldt

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